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TÚNEL DO TEMPO - OLIMPÍADAS

TÚNEL DO TEMPO – OLIMPÍADAS

I – Atenas (1896) –A primeira edição dos jogos foi extremamente desorganizada. A delegação americana, por exemplo, tinha se programado para chegar alguns dias antes do evento para se aclimatar. Mas, ao chegar ao porto, foi avisada de que deveria se dirigir imediatamente ao local das competições, porque as primeiras provas já estavam começando. Os organizadores simplesmente não se lembraram de que o Ocidente usava um calendário diferente do grego. Outro fato bizarro foi o de que vários turistas, que só souberam por acaso da competição, acabaram se inscrevendo. Alguns até venceram, como o tenista irlandês John Boland. Mas o mais impressionante foram as provas de natação: realizadas em alto-mar em um dia tempestuoso, colocaram os atletas em sérios apuros. Um atleta americano ganhador de uma das medalhas de ouro chegou a afirmar que nadara não para vencer, mas sim para sobreviver.

II – Paris (1900) – Os jogos foram realizados paralelamente à Exposição Universal. O evento esportivo obteve resultados pífios, enquanto a tradicional feira foi um sucesso. Depois dessa primeira tentativa, abandonou-se a estratégia de marketing de organizar dois eventos ao mesmo tempo para incentivar o público de um a comparecer ao do outro. Também pudera: até os próprios atletas preferiram ficar na exposição!

III – St. Louis (1904) – Apenas oito anos depois da primeira edição dos Jogos Olímpicos, os ideais do Barão de Coubertin já seriam contrariados. Sob o pseudônimo de Anthropological Games (Jogos Antropológicos, em inglês), a cidade americana promoveu, na verdade, uma criteriosa segregação racial. Enquanto negros, índios e hispânicos participaram dos tais Jogos Antropológicos, os atletas brancos competiram no evento principal, as Olimpíadas, realizadas quinze dias depois.

IV – Londres (1908) – Se, na atualidade, várias cidades brigam para sediar uma Olimpíada, nessa época era exatamente o oposto: depois das desistências de Berlim, alegando falta de recursos financeiros, e de Roma, por causa da erupção do Vulcão Vesúvio, Londres assumiu às vésperas do evento a função de organizá-lo. Mas, apesar dos tropeços, esses jogos tiveram algo muito bom: a segregação racial estabelecida pelos americanos quatro anos antes foi deixada de lado.

V – Estocolmo (1912) – Pela primeira vez, a organização foi digna de elogios. Também foi nessa Olimpíada que as mulheres começaram a participar. O esporte precursor foi a natação. Interessante que, usando trajes de banho grandes e pesadíssimos, as atletas tinham dificuldade de obter bons desempenhos. O número de espectadores à beira das piscinas surpreendeu, mostrando que a novidade foi bem aceita.

VI – Primeira Guerra Mundial (1916) – Em virtude da guerra, os jogos não puderam ser realizados.

VII – Antuérpia (1920) – Muitos atletas faleceram na Primeira Guerra, permeando esses jogos pelo clima de tristeza. Ao mesmo tempo, um dos maiores símbolos olímpicos seria lançado: a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), um fundo branco com cinco anéis coloridos entrelaçados ao centro. Além de os cinco anéis representarem os continentes, suas cores possibilitam formar as bandeiras de todos os países do mundo.

VIII – Paris (1924) - Nessa segunda tentativa, os franceses capricharam na logística. Ânimos refreados, a edição foi voltada para a competição nas normas do cavalheirismo europeu. Rivalidades esportivas começaram a surgir, e os EUA, a despontar como uma grande potência no esporte.

IX – Amsterdã (1928) – Na liberal capital holandesa, o evento transcorreu com tranqüilidade. Com a exceção dos franceses, que se negaram a desfilar na abertura alegando que um dos seguranças tinha preconceitos contra seu país, nada de diferente ocorreu. Nas competições, a surpresa foi o decréscimo geral dos resultados da delegação americana. No atletismo, por exemplo, eles ficaram sem ganhar uma medalha sequer. A alegação foi que a mudança de alimentação prejudicou o desempenho dos atletas, mas alguns pesquisadores acreditam que o principal motivo teria sido mesmo a falta de organização e planejamento.

X – Los Angeles (1932) – Pela segunda vez, uma cidade americana foi escolhida como sede para os Jogos Olímpicos. O Brasil foi o protagonista do pior caso dessa edição: depois de sofrer uma acachapante derrota para a Alemanha no pólo aquático, os jogadores partiram para cima do árbitro húngaro por desconfiarem de sua atuação. Mas eram os brasileiros que não dominavam as regras internacionais e não tinham experiência alguma em grandes competições. Como conseqüência da agressão, o país foi punido, passando um longo período afastado das competições de pólo aquático.

XI – Berlim (1936) – Foi a última Olimpíada vista por Coubertin, que morreu um ano depois. Ao contrário do que a história oficial afirma, os jogos não foram usados para demonstrar claramente a ideologia nazista. Na verdade, sabendo que alguns paises tinham enviados agentes secretos infiltrados como atletas, Hitler incluiu na delegação alemã atletas judeus. Assim, tentava desmentir as informações de agências de inteligência de alguns países, como os EUA, que já desconfiavam da segregação religiosa e racial judaica.

XII – Segunda Guerra Mundial (1940) – Em virtude da guerra, os jogos não puderam ser realizados.

XIII – Segunda Guerra Mundial (1944) – Em virtude da guerra, os jogos não foram novamente realizados.

XIV – Londres (1948) – Os Jogos Olímpicos foram um exemplo de superação, pois Londres tinha sido praticamente destruída pelos bombardeios nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Nas competições, não houve resultados excepcionais, pois muitos atletas haviam morrido durante a guerra. Assim, a relevância dessa edição ficou sendo o ressurgimento das competições esportivas internacionais que, por seis anos consecutivos, praticamente inexistiram.

XV – Helsinque (1952) – Como a segunda grande potência mundial, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), aceitou o convite para participar do evento, o esporte tornou-se também uma disputa de poder durante a Guerra Fria. Dois blocos lutavam pela soberania esportiva: de um lado, os países socialistas, liderado pela URSS, e do outro, os países capitalistas, cuja principal referência eram os EUA. Os interesses políticos e ideológicos passaram a permear as Olimpíadas. A vitória se tornou necessária para defender o regime político-econômico, intensificando-se a partir daí a utilização de métodos escusos, como doping, suborno e trapaça.

XVI – Melbourne (1956) – Por causa das intensas disputas mundiais, as Olimpíadas, que pela primeira vez saíram do eixo Europa–América do Norte, sofreram também sua primeira série de boicotes. A invasão da Hungria pela URSS fez com que Espanha, Holanda e Suíça desistissem de participar em sinal de protesto. Também desistiram de participar a China, sem um motivo consistente, e Egito, Iraque e Líbia, em virtude das atitudes intervencionistas e intrusivas dos países ocidentais. Com tamanha confusão, chegou-se a pensar em não realizar os jogos, mas a idéia não foi levada adiante.

XVII – Roma (1960) – As redes de televisão começaram a investir na transmissão das Olimpíadas ao vivo para países europeus, que depois comercializavam as gravações. Em poucas décadas, a transmissão televisiva fez com que os jogos se transformassem na festa esportiva com os maiores índices de audiência no mundo – só comparados aos da Copa do Mundo de Futebol e aos do campeonato de futebol americano, o Superbowl. A boa organização melhorou a imagem do evento, que tinha sido prejudicada devido aos boicotes e às discussões políticas na edição de Melbourne. A única atitude que novamente desrespeitou o ideal olímpico foi a do Comitê Olímpico da África do Sul, que convocou somente atletas brancos. A política racista do país resultou em longa suspensão de competições esportivas.

XVIII – Tóquio (1964) – Dando mostras de que sua economia havia se recuperado rapidamente depois da derrota na Segunda Guerra, o Japão se esmerou na organização. As imagens, transmitidas pela primeira vez ao vivo via satélite, mostraram um povo pacífico e extremamente educado, contradizendo as teorias americanas de que se tratava de um povo hostil e vingativo. Mas os japoneses fizeram questão de lembrar que os massacres não foram cometidos somente por países do Eixo: na cerimônia de abertura, um atleta sobrevivente da bomba atômica americana lançada contra a população civil japonesa carregou a tocha olímpica. As atrocidades da Segunda Guerra não tinham sido completamente esquecidas.

XIX – México (1968) – A transmissão televisiva era um sucesso e a tecnologia de treinamento avançava a passos largos devido à Guerra Fria. O mundo inteiro acompanhou as inúmeras quebras de recordes na Cidade do México. Novamente, o evento foi palco de manifestações ideológicas. Os atletas americanos Tommie Smith e John Carlos, do movimento radical Os Panteras Negras fizeram seu protesto em defesa dos direitos dos negros. Os dois subiram no pódio para receber as medalhas de ouro e bronze, respectivamente, com tênis nas mãos, meias pretas, cabeça baixa, braços erguidos e punhos cerrados – tudo isso bem no meio do hino americano. Mesmo tendo sido feita de forma pacífica, a manifestação inusitada resultou na expulsão dos dois atletas.

XX– Munique (1972) – Os valores olímpicos ficaram de luto depois que palestinos invadiram o alojamento israelense e mataram vários atletas. Contrários à criação do Estado de Israel, os terroristas viram no evento uma maneira de mostrar sua indignação para o mundo. Depois do massacre, a polícia especializada alemã invadiu o local, matando alguns membros do grupo. Cogitou-se o encerramento dos Jogos, mas, com a bandeira a meio-mastro, as competições prosseguiram. Difícil foi ver algum atleta comemorando a vitória, pois não existia mais razão para a felicidade.

XXI – Montreal (1976) – Pela primeira vez, os Jogos Olímpicos deram um prejuízo à prefeitura da cidade-sede. Mesmo com os rentáveis contratos televisivos, a cidade poderia ter ido à falência e a Olimpíada, sequer realizada se não fosse o apoio financeiro em caráter de urgência do governo canadense. A causa foi um custo não previsto no orçamento: o investimento em segurança, que, devido ao atentado terrorista em Munique, teve de ser elevadíssimo. A iniciativa foi válida, pois não houve nenhum incidente.

XXII – Moscou (1980) – A cidade, que era a principal referência da Cortina de Ferro, não perdeu a chance de fazer uma Olimpíada pomposa para difundir o ideal socialista. Sem dúvida alguma, a abertura e o encerramento tiveram rara beleza plástica. Para se ter uma idéia, um jornal americano promoveu uma votação para saber qual foi a maior festividade do século XX. Foi eleito o encerramento dos Jogos de Moscou. O engraçado é que, entre os concorrentes, havia eventos clássicos dos próprios americanos, como o Festival Musical de Woodstock. Além disso, as competições em Moscou foram extremamente organizadas, praticamente sem falha logística. Entretanto, mesmo com todos esses pontos positivos, os jogos foram marcados pelo boicote em massa dos países capitalistas, liderados pelos EUA. Foi um protesto pela invasão soviética do Afeganistão – que, por sinal, é considerado atualmente um país inimigo dos EUA por abrigar o terrorista Osama Bin Laden. Outro ponto negativo foi a manipulação de resultados, como no caso do atleta brasileiro João do Pulo, que amargou a terceira colocação no salto a distância, quando, na verdade, tinha levado o ouro. Os juízes soviéticos anularam um bom salto do brasileiro, alegando que ele havia queimado. Anos mais tarde, um dos juízes confessou que o salto de João, que lhe daria ainda o recorde mundial, foi válido.

XXIII – Los Angeles (1984) – Como o evento anterior tinha sido realizado na principal capital do bloco socialista, o Comitê Olímpico Internacional, para demonstrar neutralidade, escolheu uma cidade americana para esta edição. Novamente, houve boicote, dessa vez promovido pela URSS e seguido por vários países do bloco socialista. O motivo alegado oficialmente pelos soviéticos foi mais fútil do que o usado pelos americanos em Moscou: seus atletas não teriam segurança nos EUA. No quesito organização, os americanos deixaram muito a desejar. Enquanto a logística e o apoio dos soviéticos foram impecáveis, em Los Angeles ocorreu exatamente o contrário, ou seja, informações desencontradas, vários atrasos no cronograma e muitos improvisos.

XXIV – Seul (1988) – Os jogos realizados na ascendente cidade asiática deveriam ser lembrados pelo fim dos boicotes nas Olimpíadas. Entretanto, o fato mais marcante foi o doping do velocista canadense Ben Johnson, vencedor da prova dos 100 metros rasos. A medalha foi tirada de Johnson e entregue à celebridade americana Carl Lewis. Anos mais tarde, seria noticiado que o próprio Lewis tinha usado substâncias dopantes, mas, “estranhamente”, o controle antidoping não o flagrou como fizera com Johnson. Outro caso sui generis foi o da atleta americana Florence Griffith Joyner. Atleta mediana nos EUA, ela despontou aos 28 anos nas provas de velocidade em Seul. A atleta morreu alguns anos depois, devido a complicações cardíacas em um avião, causadas provavelmente por excesso de uso de substâncias químicas. Os casos, além de apontar para o aumento significativo de doping, colocaram sob suspeita os próprios responsáveis pelo exame, pois, ao que tudo indica, os atletas americanos foram poupados.

XXV – Barcelona (1992) – Tudo correu muito bem na cidade catalã. Sem a divisão do mundo em blocos econômicos, já que anos antes tinha havido a queda do Muro de Berlim e o fim do regime socialista soviético, a competição esportiva se abriu à comercialização. Reflexo disso foi a participação do dream team americano, formado por atletas da NBA, a liga profissional americana de basquete. Os jogadores chamaram praticamente toda a atenção da mídia. Os próprios atletas se comportavam como fãs, e mesmo os times adversários se preocupavam mais em tirar fotos com os ídolos do que propriamente em competir. Era o efeito globalização e espetacularização do esporte atingindo seu ápice. Outro fato notório foi a negociação direta entre a prefeitura de Barcelona e os líderes do ETA para que o grupo separatista não cometesse nenhum atentado durante o evento.

XXVI – Atlanta (1996) – Foi a Olimpíada mais comercial de todos os tempos. As empresas mais poderosas de todo o mundo investiram nos jogos. Mas como qualquer atividade de massa realizada no berço do capitalismo é um chamariz para o terrorismo, o evento não foi marcado pela tranqüilidade. Uma bomba explodiu em um show promovido durante os jogos, matando dois civis e ferindo mais de cem. Especula-se que houve outros ataques do gênero, mas os organizadores da festividade esportiva, menos preocupados com a segurança pública do que com o lucro, preferiram abafar os casos.

XXVII – Sydney (2000) – Alguns especialistas chegaram a afirmar que o critério para a escolha da cidade-sede dessa Olimpíada foi a probabilidade de atentados terroristas. Como a Austrália é um país fora do eixo Europa–EUA, deu certo, pois não se registrou nenhum incidente. A alta tecnologia empregada em algumas modalidades foi o grande destaque: roupas de nadadores imitando pele de tubarão, calçados pesando menos de 100 gramas, bicicletas feitas com o mesmo material usado na construção de naves espaciais. Todos esses equipamentos exigiram investimentos na casa dos milhares de dólares, mostrando também o radicalismo financeiro que acabou se incorporando ao esporte nos últimos tempos.

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